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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quem tem medo do TSE


Ano de eleições abarca diversos casos dos quais a lei se encarrega de punir, ou, em certos casos, de simplesmente amedrontar. Os responsáveis pelas campanhas eleitorais sabem o que terão de enfrentar, por isso, estudam as diversas formas, novas ou não, de contornar tais regras frágeis de nossa legislação.
A propaganda eleitoral tem evoluído com sua veiculação em diversas mídias novas – meios relevantes de divulgação em campanhas ferrenhas, como, no caso, a da presidência da república. As regras estabelecidas vão desde linguagem apropriada até data de inicio do período eleitoral. Em outras palavras, é proibida (sujeito a multa) a propaganda política antes do período oficial. Entretanto, como na guerra tudo vale, as leis já não importam como a corrida eleitoral.
Partindo de uma situação fictícia com embasamento real, a até atuante em se tratando do período eleitoral em voga, veremos como um partido político de grande porte assume certos riscos, legais ou não, em prol de sua campanha.
Tomamos como centro um forte candidato ao Senado brasileiro. Antes do período legal de propaganda política, como se trata de um político já atuante em algum alto cargo público, ele viaja e participa de eventos públicos (inaugurações, cerimônias, festas beneficentes). Nesses encontros ele pode pronunciar-se de modo que se interprete uma autopromoção, que pode, em primeira instância, ser declarada promoção político-eleitoral antecipada. E não se trata apenas do que o candidato pronuncia, apenas a sua presença ou a propaganda por trás de sua intenção no local podem ser interpretadas como tal.
Se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), órgão oficial regulador da legislação eleitoral no Brasil, decidir que realmente ocorreu promoção eleitoral em período anterior ao definido, o partido receberá uma multa que varia dos R$ 5 mil aos R$ 25 mil.

O candidato (ou, como trata-se de um período anterior ao eleitoral, o pré-candidato), indiciado pelo TSE e o partido multado, repete a situação de aparecer em público realizando suposta promoção eleitoral. Mais uma vez o caso é estudado e a mídia, pró ou contra, já libera seus protestos acerca das excentricidades da eleição no Brasil.
O profissional responsável pela imagem do político da situação precisa driblar esses infortúnios e evitar uma queda antes mesmo do real início da campanha ao Senado.
Entretanto, as leis geradas para regulamentação eleitoral possuem valores para multar e isso apenas. O acúmulo de situações como essa apresentada apenas geram mais multas que, para partidos eleitorais de grande porte, são receita ínfima e podem ser pagos sem maiores problemas. Ou seja, o candidato participa de vários eventos com o princípio de se promover sabendo que será multado, sua campanha, desde o princípio, reserva parte da receita para essas multas. No fim, o partido vence impune.

O responsável pela propaganda política, como vemos muito em nosso país, vez realiza um trabalho impecável vez testa a ignorância alheia. Contudo, grandes candidaturas foram fruto de um árduo trabalho de construção de imagem, a qual é única referência política para a maioria do povo brasileiro, daí sua importância.
Tomar as brechas da legislação como arma para campanha é fatalmente nocivo à imagem tanto do candidato quanto da crença, já defeituosa, da população na política nacional. Na eleição, para qualquer tipo de cargo deve-se assumir posturas éticas, evitar conflitos, construir identidade com as pessoas. Nesse caso, a presença do político nos eventos pré-período eleitoral deve ser apenas com fim de auxilio e/ou representação do cargo que assume. E os interesses nem próprio nem do partido devem ser postos à frente da ética na maneira de fazer política.

Não jogamos todos os partidos, candidatos e responsáveis no mesmo gênero mal-intencionado. Mas a devida importância deve ser intencional de todos os envolvidos. O partido em suas ideologias, o político em suas promessas e o responsável pela campanha em suas metas. Metas que envolvem a construção do candidato para a mídia divulgar. Um trabalho que envolve as promessas feitas, os benefícios para a democracia e a estrutura para um processo eleitoral saudável, porque, como citei anteriormente, essa imagem midiática é, para muitos brasileiros, a única fonte referencial na escolha de quem votar em seis de outubro. Doa a quem doer.

domingo, 18 de julho de 2010

O olho que tudo vê

Uma breve passagem que ocorre dentro da trama de Ensaio sobre a Cegueira, livro homônimo do ganhador do Nobel de literatura, pela obra em questão, José Saramago, narra a reflexão de uma personagem enquanto única com visão em meio à uma leva de cegos desamparados. O trecho pode ser tomado como exemplo do resto do mundo em relação ao fotógrafo profissional. Nas palavras da personagem, “isto pareceu-lhe subitamente indigno, obsceno. Não tenho o direto de olhar se os outros não me podem olhar a mim, pensou.", aqui, elevada a essa situação, permite-se refletir que, ao alto de sua superioridade sensorial, ela não queria enxergar aquilo, não queria acarretar com o fardo de ser responsável por ver aquilo que os outros, por mais cientes e íntegros da situação, não viam.

O fotógrafo é dotado de habilidade indispensável à seu ofício, a câmera - com toda sua velocidade, fôlego e tecnologias – acaba por seu um simples equipamento, a grandiosidade está na apuração de seu olho, na visão que habilmente capta não só além, mas consegue dimensionar certas características do mundo pouco evidentes aos olhos destreinados. No romance de Saramago, a personagem repudia poder ver aquilo que serviria como um alerta a todos, o fotógrafo tem função de assumir essa tarefa e denunciar aos cegos (equivalentes às pessoas sem a visão do fotógrafo) o que ocorre bem diante deles. Dividir sua visão com o mundo para também ensiná-lo a ver as coisas desse ângulo. Deve levar o público a refletir sobre a mensagem e todo o código conotativo que compõe a foto para, com isso, dar autonomia em captar essa e outras visões complexas da realidade. Invariavelmente, com o balanço da situação, o lado ruim, feio e decadente pesa mais, por isso a missão de revelar essas verdades tende ao árduo, ao delicado e, por muitas vezes, ao cansativo.

Óbvio nunca foi sinônimo desse trabalho. Enquanto muitos tentam tirar a melhor foto no melhor lugar com a melhor situação, um amador caminha na rua, olha para o lado, vê dois meninos com trajes impecáveis indiferentes aos outros três humildemente vestidos que com eles dividem a calçada, sobrepõe a câmera ao olho, ajusta o foco, a máquina faz clique. Esta hipotética situação realmente ocorrera, entretanto, com um profissional da fotografia jornalística, Jimmy Sime, na Londres de 1937. Sua simples avidez em captar aquilo que ele achara ser uma boa foto, revelou-se uma mensagem deveras importante: a foto ilustrava o escandaloso abismo entre ricos e pobres na Grã-Bretanha. Fotógrafos de guerra têm a tarefa de registrar as situações do front para o mundo, Nick Ut, fotógrafo vietnamita, ouve gritos desesperados incomuns, não são soldados, são crianças, munido de câmera, congela a cena. O senso fotográfico de Ut levou-o a influenciar o fim do conflito no Vietnã com sua foto icônica.

Essas e mais uma miscelânea de fotos – cabíveis como registros da realidade negra e depreciativa, excluindo, no presente estudo, as conotativamente positivas, essas, tão numerosas quanto as negativas – foram tanto extraordinárias quanto acidentais. Acidentes pela significância da situação em quem foram captadas, contudo, acidental, nesse caso, não dá sentido apenas para o clique da câmera e momento ocasional, se dá também na abrangência e importância adquiridas após vir á público, destinos esses que não se encontravam previamente nos planos de quem tirou aquela foto.

Retornando à Saramago e seu ensaio literário sobre a primitividade explosiva do ser humano, a personagem, ainda provida de visão, por conviver e estar presente no meio do grupo de cegos (por motivos apresentados no romance), ao que tudo indica, tornar-se-á também cega com o tempo. Em se tratando da realidade, o fotógrafo, enquanto artista visionário – ladeado aos pintores, escultores, cineastas, escritores, poetas, etc -, deve avaliar sua enorme contribuição em denunciar os fatos, mostrar a verdade. Sem essa avaliação a autonomia de enxergar além enfraquece. Assim como deixa de progredir, deixa de ensinar, e, gradualmente, aquele olho hábil e servente a ver o que ninguém vê, cega.

terça-feira, 1 de junho de 2010

sustentável hipócrita


“Todos somos hipócritas. Todos fomos, somos ou seremos hipócritas em alguma situação. Hipocrisia é criticar algo ao qual se esta a fazer, ou fazer algo ao qual se critica, é uma corrupção dos valores individuais, valores ao qual a razão institui, mas os atos não correspondem, hipocrisia é a falta ética jurídica, moral, profissional, é o enganar-se, é um vírus ao qual o homem pode ser induzido a praticar ou simplesmente, por falta moral, se torna a escolha de seu livre arbítrio.

A indução à hipocrisia é rigorosamente imposta por questões políticas, sociais, religiosas. Políticas, pois o homem jurídico encontra-se muitas vezes incumbido por fazer ações ao qual sua ética moral o repudia, porém entra em concordância com as questões sociais ao qual se pode ver mais uma vez a obrigação que um poder impõe ao homem para ele sobreviver e viver de acordo com os padrões estabelecidos, padrões estes muitas vezes redigidos por elementos de fora da sociedade, e por fim religiosos onde pode-se ver um homem por muitas vezes cego de seu papel social, confiando o problema da hipocrisia como não sendo seu e pedindo para que este seja solucionado com a fé em sua religião ao invés de ajustar-se a sua própria ética.

Criticar a hipocrisia é por si só um ato hipócrita, pois um homem ao qual encaixa sua vida com os seus padrões éticos, ato este considerado muito difícil, é tomado de todo ou parcialmente a participar da sociedade, consequentemente em algum ponto de sua vida ele será hipócrita. Isolar-se da hipocrisia é isolar-se da sociedade em que se vive, é viver consigo em situação de solidão ou determinando a sua própria ética para outros, porém tornar-se-ia uma ditadura, isolar-se da hipocrisia é viver em anarquia, é viver em constante estado de poesia utópica, é viver em arte, é morrer. Porém isolar-se da hipocrisia não é a solução para viver sustentavelmente, pois um homem sustentável vive em sociedade, o homem sustentável deve confrontar a hipocrisia, deve aniquilá-la em sua ética, deve revolucionar a sua sociedade para excluir a hipocrisia, isso é exercer a cidadania sustentável, é adquirir e manter seus direitos e deveres.

A desigualdade social é a pior inimiga de uma sociedade sustentável, pois um homem que tem sua integridade ética não consegue exercê-la em uma sociedade desigual e um homem que é ignorante em relação a padrões éticos sustentáveis torna-se insustentável por si só. A causa desta ignorância deve ser estudada, pois ela existe nos diferentes níveis da sociedade desigual, portanto encontra-se diferentes causas, ao qual a mais nobre é a falta de instrução, pois a causa que se institui como o repudio a informação é inteiramente feita pela escolha deste homem." [...]

Alan Frampton

sábado, 22 de maio de 2010

Nós, esses primitivos


O início da civilização, historicamente documentado - sempre vítima de possíveis contradições -, deu-se com o primeiro relato de organização coletiva (princípios de comércio) de nossos parentes demasiadamente distantes. antes disso havia a barbárie, a razão ainda em modo embrionário enquanto o instinto dos homens (ainda não homens como se define hoje mas já em sua mais simples definição), avizinhado com o dos animais que com eles conviviam, dominava corpo e mente.

A evolução trouxe consigo um meio de vida adaptável a todos os ambientes. O homem é o único ser que, dotado de seus instrumentos e habilidades desenvolvidos, tem a capacidade de recriar seus sistema social fértil sobre qualquer terreno, seja ele gélido ou escaldante, denso ou rarefeito . Diz-se sistema social fértil aquele no qual o homem inicialmente desenvolveu-se e para ele nasceu. Maior ainda foi o salto subseqüente à revolução industrial. Ali o homem definiu o que tornar-se-ia a primazia da sociedade. Debruçada sobre os aspectos do desenvolvimento humano, bens comuns e crescimento social, a razão monetária assumiu a função de distribuir tudo isso em equilibrada disposição para todos. Beneficiaria a todos os homens e a integridade de seu curso histórico - cada vez mais distante da barbárie, do instintivo, da forma como nascera.

Entretanto, algo saíra do controle. E não é de agora que alguma coisa muito errada permanece em foco.

Nunca se esteve tão distante do meio primordial, o ambiente essencial. Contrário a isso, o homem utilizou-se da habilidade em recriar seu “berço fértil” abusivamente. Por tantas vezes recriou-o e adulterou-o que quase a totalidade de seu índice perecera. No lugar ficaram o sintético e o ilusório, porque aprendeu-se que viver de ilusões é demasiadamente menos trabalhoso que buscar o real sentido das coisas.

Infestamos tantos territórios do planeta com nossos ambientes recriados - e a muito tempo específicos - que agora queremos migrar as outras criaturas e seres para esses ambientes de limitada aceitação. Criaturas e seres que mantiveram seus laços com o berço intactos e permaneceram assim desde sempre. O homem, ser racional e, conseqüentemente, superior, assumiu julgar o que é melhor para todos, graças a isso, nunca ouviu-se tanto em desigualdade racial, extinção e colapso ambiental.

O que saíra do controle fora o crescimento da civilização. Crescimento em termos de consumo, necessidades e prioridades. Tanto foi criado para a população que sua grande parte não sabe porque consome, deseja ou prioriza certas coisas. Mas de uma coisa eles sabem, que estão evoluídos e não são mais primitivos, incultos e bárbaros. Ou isso ou eles sabem muito menos do que imaginam saber. E, diante de alguns estudos recentes sobre nossos antigos, a população realmente não sabe muito das coisas.

Antigas etimologias transformaram noções supérfluas em verdades constantes sobre a organização do homem. Foi óbvio traduzirem toda a existência anterior às grandes mudanças como intolerante, brutal e irracional. Entretanto, o modo de vida, em seus princípios grupais e coletivistas demonstrou ser uma forte base para uma sociedade respeitável. Seus integrantes somavam suas ações com as da natureza e assim tornavam o meio íntegro com seu estilo de vida (acompanhado das criaturas e seres, sem domesticação, repreensão ou dominação). Obviamente eles nem beiraram ter noção do que viriam a se tornar suas próximas gerações. Mas, se por um momento soubessem como evoluíram intelectual, hábil e tecnologicamente, com certeza acreditariam que o que construíram seria lembrado e estudado para, no futuro, ser copiado e periodicamente melhorado.

É fortemente crucial olhar para o que fomos, como vivemos e porque mudamos. Entender como a evolução, em primeira instância, moldara o modo social de agir (antes de ser agredida por elementos externos tomados como prioritários) e assim, compreender o que fez o homem substituir a civilização pela barbárie.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

chegou o vespertino da consciência.


"plantemos as sementes, ja diria o ativista." (regras de diálogos me enojam, pardon)


Acompanhando a terrível da saga da civilização rumo à decadência, ou seja, as nobres novelas, consigo observar diversos erros que a estória deixou passar despercebido. Erros que afligem os diversos níveis organizacionais de um sociedade:

- quem se dá melhor na vida, ou seja, possui melhores bens materiais (na TV é quem igualmente assina a declaração de felicidade, mas enfim) é o individuo de pior comportamento entre os outros. A desenvoltura imperativa do ator é muito bem executada, mas os erros não se encontram no caráter de cada personagem. Simplesmente não há explicação racional e natural. Mas isso soa meio redundante. Pense bem, racionalizar é tornar tudo mais eficiente aproveitando o máximo de sua energia e poupando a retirada de algo do respectivo meio, seja ele um pacote de biscoito, um botijão de gás, ou simplesmente uma floresta.

- por outro lado, os que melhor raciocinam, os que tem a "melhor opção" de caráter, faltam-lhes ação. Tal qual revolucionários a quem Henry Thoreau nunca escreveria (resolvi citar ele, pelo motivo de meu último post ter uma frase dele, e também por ser um admirador às escuras), e não expressaria sua real identidade.

Os personagens não retiram nada do seu meio. Eles se afastam cada vez mais, indo em direção ao outro lado da montanha, onde não pertencem, impossibilitando a execução do seu nicho ecológico.

Então antes de se impressionar com a reação de um personagem de telenovelas, um político, ou até então a essa pessoa que está escrevendo, veja bem se isso tem sentido.


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segunda-feira, 5 de abril de 2010

INSTINTO

O homem nasceu para gritar. Berrar emoções de dentro da garganta. Externar sentimentos presos no esôfago. Desde o primeiro dia ele, subitamente, reage ao instinto da liberdade sonora. Entretanto, as criaturas selvagens e os arbustos verdes que tremiam ao grito do homem foram gradativamente sendo trocados por aparelhos binários e torres de concreto, avessos a essa reação. Falam até mais alto e sufocam sua expressão, tornando raro o momento para arriscar um som que compita.



Reféns de nossa própria tecnologia, de nossa própria evolução. Assumimos um papel passivo em relação à criação. Acima citei a causa de berrarmos ao nascer e passamos a vida sempre querendo mais, tudo se funde em uma reação: o instinto. E o instinto não pode ser silenciado. É uma chama que acende a alma e a engrandece até consumir todo e qualquer sentimento contrário. O instinto não pode nos ser tirado por qualquer força existente, permanece adormecido até o momento de sua gloriosa explosão.



O grito, nesse caso, não explicasse pelo sentido literal. Como foi dito no inicio, é um sentimento, uma emoção. Historicamente o homem expressou liberdade, patriotismo e força com ele. Apenas um ser berrando indignação pouco faz. Um grupo suspirando uníssono, por diversas vezes, derrubou reinos, finalizou conflitos e alterou os rumos da História.



Em meio ao concreto, ao artificial, à velocidade, não só perdemos o costume de gritar, acabamos por esquecer termos nascido com tal recurso. Porém, novamente abordando fatos do passado do homem, é sendo sufocado que este aprende qual seu verdadeiro limite, o qual está muito além do que imaginamos. À beira do abismo vomitamos as emoções mais profundas com o intuito de sermos percebidos e temidos.



Em suma, homens como nós sabem o valor do grito silencioso, o grito sensorial. Seu volume é medido pelo seu conhecimento, pela sua razão, pelo seu espírito. O milagre da mente humana proporciona acrescer todos esses fatores para seu enriquecimento. Processo facilmente esquecido por quem da prioridade às necessidades contemporâneas, os mudos contemporâneos. Esses são responsabilidade nossa. Cabe a nós alertar sobre a finitude de seus planos. Trabalhando nisso, não precisaremos gritar escancaradamente, uniremos um maior numero de vozes, cada qual com seu valor, e assobiaremos ao vento. Assim, a História seguirá justa o seu caminho natural.